Confrontos entre oposição e Exército no Zimbabwe após anúncio dos resultados

Confrontos entre oposição e Exército no Zimbabwe após anúncio dos resultados

Três mortos confirmados pela polícia. Partido no poder conseguiu vitória expressiva nas legislativas. Oposição, de Nelson Chamisa, questiona resultados e fala em fraude eleitoral.

A vitória da União Africana Nacional do Zimbabwe-Frente Patriótica (ZANU-PF, no poder) nas eleições legislativas, alcançando dois terços dos lugares no Parlamento, ficou marcada por violentos confrontos nas ruas da capital entre apoiantes da oposição e a polícia e o Exército, durante os quais pelo menos três pessoas morreram. Com os resultados das presidenciais ainda por divulgar, é incerto como irá reagir a oposição ao regime nos próximos dias.

Cerca de cem pessoas afectas ao Movimento para a Mudança Democrática (MDC), da oposição, concentraram-se em frente a um hotel em Harare onde foram anunciadas as actualizações dos resultados. Noutras zonas da capital, onde a oposição recolhe mais apoio, grupos de pessoas bloquearam ruas e queimaram pneus.

A polícia utilizou canhões de água e gás lacrimogéneo para dispersar as multidões de pessoas que atiravam pedras, mas o Exército acabou por intervir.

O Presidente interino e candidato da ZANU-PF, Emmerson Mnangagwa, pediu “paciência e maturidade” e apelou ao fim das “declarações provocatórias”. O ministro da Justiça, Ziyambi Ziyambi, justificou o recurso ao Exército como forma de “assegurar que a lei e a ordem são mantidas” e não para intimidar a população.


O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação pelos incidentes e pediu aos actores políticos do Zimbabwe que “sejam contidos e rejeitem todas as formas de violência”.

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